22.11.09

e o tempo passou por mim

não levando nada, não me incomodando, dessa moléstia racional em que me suga diariamente, extorquindo de mim pedaços de vida, pedaços esses que perco conta, do que são do que significaram, dessa toda minha ira que me invoca por dentro, revolucionando-me muito a muito pelo que és, tempo.
Mas não te vi eu, desta vez, não te dei eu essa toda atenção, mimado estavas, porém mimado continuarás, mas por momentos perdi-te no encalço do que posso chamar um devaneio mental do meu pessimismo quotidiano, e nesse espaço de tempo, nessa brecha, num rasgar de uma burca, vivi sem ti, vivi.
E quando dei por mim já tinha passado uma hora.
Essa série ininterrupta de instantes efémeros e eternos, não esteve na minha cabeça, e, consegui. Vivi.
Problema eterno como tu, sempre o serás, porque és o tempo, e contra o tempo, não meteorológico, tudo terei, eternamente como tu serás.
Desta feita, sai vencedor sem troféu.

Continuará estranho falar de algo imaterial, talvez o mais imaterial que existe, como alguém na segunda pessoa singular, mas é isso que tempo representa para mim, paragem obrigatória concedida e eis que te tornaste secundário por remotos instantes da minha vida.

20.11.09

Sexed up

Loose lips sunk ships
I'm getting to grips with what you said
No it's not in my head
I can´t awaken the dead, day after day
Why don't we talk about it?
Why do you always doubt that there can be a better way?
It doesn't make me wanna stay


Why don't we break up?
There's nothing left to say
I've got my eyes shut
Praying they won't stray
And we're not sexed up
That's what makes the difference today
I hope you blow away


You say we're fatally flawed
When I'm easily bored, is that ok?
Write me off your list
Make this the last kiss, I'll walk away
Why don't we talk about it?
I'm only here don't shout it
Given time we'll forget
Let's pretend we never met


Why don't we break up?
There's nothing left to say
I've got my eyes shut
Praying they won't stray
And we're not sexed up
That's what makes the difference today
I hope you blow away


Screw you, I didn't like your taste
Anyway, I chose you and that's all gone to waste
It's Saturday, I'll go out
And find another you


Why don't we

Why don't we break up?
There's nothing left to say
I've got my eyes shut
Praying they won't stray
And we're not sexed up
That's what makes the difference today
I hope you blow away

I hope you blow away
I hope you blow away

Oh yeah
Blow away
Away
(Just not today)

18.11.09

na imobilidade permaneço arrítmico . side 0

É mais do que um simples abrandamento, um suave deslizar pelo desfiladeiro, é um estado de inércia, de paralisação que me torna indolente perante a suposta pro-actividade da psicologia fundamental usada pelo humano para forçar a nossa entrada neste mundo social e de sociedades, mas essa pro-actividade é, também, alvo do seu constrangimento, essa violência, passiva verosímil, mas activa no acto de nos esmigalhar a liberdade, tornando-a relativamente inútil, relativamente falsa e simulada, e num pequeno grupo de acções que nada nos interessam, e nos beneficiam.
E nisso nos arredondamos de relutância pela vida fora, caminhando estáticos como se fosse este o nosso caminho, como se o tivéssemos escolhido, e por ventura não será fado de certo, quanto da tua vida é sonho teu tornado realidade, é pensamento teu tornado realidade, Nada ou zero.

16.11.09

there's no title for this

i want to push this beyond a peaceful protest diz:
*diz.me uma coisa, achas q ha algo q eu acredite mesmo? no mundo?
Cláudio diz:
*no amor
i want to push this beyond a peaceful protest diz:
*tas a falar a serio?
*eq eu tava a falar a serio
Cláudio diz:
*lol
*nao vejo mais nada
*tipo tu interessas-te por bue cenas
*mas acabas por rejeitar
i want to push this beyond a peaceful protest diz:
*a diferença d mim para um nihilista é d eu me preocupar com o mundo? d o querer mudar e de me interessar nisso?
Cláudio diz:
*em portugues é niilista
i want to push this beyond a peaceful protest diz:
*eu sei enganei.me
Cláudio diz:
*lol
*epa tu tens a mente aberta
*nao tens medo de ouvir cenas que nao queres
*ate mesmo de estudar
*pelo que tu dizes, queres mudar o mundo no possivel porque nao gostas do que ha
*nao interessa se é ser niilista ou nao
i want to push this beyond a peaceful protest diz:
*tava so a perguntar
Cláudio diz:
*e eu tava so a responder
*lol
i want to push this beyond a peaceful protest diz:
*eu percebi e gostei de me teres rspdido a serio obgd
Cláudio diz:
*tass bem man




"Somehow it's different everyday
In some ways it never fades away
Seems like it's never gonna change
I must be dreaming"

14.11.09

apetece-me, não agora mais tarde ( tentativa forçada de extender o finado )

Ajo como louco, disassisado ou demente, não agora, sempre, mas talvez no presente com a minuciosidade de conceder algum conteúdo infrutuoso ao meu enchido de letras. Como sempre adormeço com veleidade, como se não o desejasse, ou por mais, houvesse algo que me impedisse de tal acaso em que se tornou tamanho acto natural humano.
Posto isto, apetece-me a horas estas monologar de forma incoerente, desconexa, usando assim vocábulos que nunca daria por costume em diálogos, sendo assim torno este enchido, a pouco e pouco, algo aborrecido de quem apenas quer dormir.
E paz, por favor, e paz.
Paz e, sossego e, tranquilidade. Paz, sossego, tranquilidade e quietação.
Deambulo assim numa arte militar de pouca astúcia, esquecendo-me ou desprovido de táctica alguma para derrotar esse tão deus que de facto se apresenta em todo o santo sítio, essa omnipresente figura de tal forma ubíqua e semelhante a esse retratado no sagrado livro. É tido como certo a minha total confissão de quem ou de que falo eu, mas também poderia ser tido como certo, para o atento, que não passo de monólogo, e por tal não seria sagaz de minha parte dizer-me em tons de surpresa, determinado de fulgor, a razão pela qual falo sozinho, se assim fosse, seria ainda maior a minha demência e a do outro com quem falo, sendo eu também, seria duas vezes mais demente.
E o tempo já lá vai, e eu aqui, esperando um dia, que ele pare, por parar, pare, para viver sem ele por breves momentos, para que realmente se possa viver.

i don't know what to write
i don't know how to write..
i don't know
i didn't know before, and surely
i will never know
i don't know what i want to know
and that makes me sick.

11.11.09

apetece-me ( pensamentos desconexos não fazem textos)

Sinto-me embebido pela paixão que não sinto, ou pelo amor que não tenho, nem por mim nem por outros.
Contrario a razão, não querendo viver inerte, e inerte fico sem sem caminho, fosse tudo o que sinto palavras o meu livro seria algo bizarro de construção disforme com caracteres desconhecidos de mim, e essas palavras não iriam personificar o meu sentir.
Quando escrevo estou morto, de cansaço pelo sono que não me deixa sonhar, e tudo isso pode ser razão, plausível ou indutiva, do que escrevo sem linha ou nexo, e do que escrevo que fica por dizer ou pensar, todas estas razões psicológicas que nos dizem, sim isso de facto poderá ter influência, acabando por descobrir que tudo te esmaga numa corrente de efeitos e causas que nunca listarás no complexo beco sem saída que é a mente. E de quem falo não sei eu.
Se ao menos pudesse desligar de ti, parar esta hipocrisia de quem não dorme, parar este neurótico que todos os dias se esbanje em mais um sintoma, de tudo falso, de tudo verdadeiro, se tu ao menos fosses.
Hoje contei a mim, que enquanto calcava nos devaneios de uma mente não escritora, iria chegar o momento, apetece-me dormir. Descobri que sempre me apeteceu.
 
Made by Lena